Drogas - Parte I


Um relatório do Escritório da ONU Sobre Drogas e Crime publicado em junho de 2008 apontou que o número de usuários adultos de substâncias ilícitas gira em torno de 5% da população mundial. Além disso, elas matam 200.000 pessoas por ano.

Apesar de o número de usuários ter se mantido estável nos últimos vinte anos, a oferta de drogas vem aumentando. Como se tornaram substâncias proibidas na maior parte do mundo, seu comércio se tornou extremamente lucrativo e atingiu proporções aterradoras. O tráfico passou a ser um dos problemas globais mais prementes no século XXI. E não foi apenas em quantidade que o arsenal de drogas foi reforçado, mas também em qualidade e variedade. A cocaína e o crack, e mais recentemente a heroína, deixaram de ser privilégio de alguns países e já podem ser encontrados em abundância em boa parte do globo. Houve ainda o boom das drogas sintéticas, como o ecstasy e o LSD. Surgiram até versões mais apuradas, como o ecstasy líquido, para ser misturado a bebidas, o ácido lisérgico com anfetamina, para melhor agradar aos freqüentadores de discotecas, e a maconha com altos níveis de THC, o skank.

No Brasil, porém, as drogas lícitas são muito mais consumidas do que as ilícitas. O álcool encabeça a lista de consumo, seguido pelo tabaco e depois pela maconha e pelos solventes. Os efeitos do consumo contínuo de bebidas alcoólicas e cigarros são mais do que conhecidos, assim como não há dúvida sobre as conseqüências devastadoras do uso de cocaína ou heroína. No caso da maconha, há mais discussão. Mesmo assim, o avanço dos estudos sobre os danos que ela pode causar à vida e ao organismo dos usuários fez com que a maior parte dos médicos passasse a afirmar que ela é extremamente nociva. Segundo os especialistas, é maior a incidência de baixo rendimento intelectual e de evasão escolar entre seus usuários e o consumo continuado aumenta o risco de surgimento de distúrbios psiquiátricos, principalmente depressão. Além disso, a maconha pode estimular o consumo de outras drogas.


Fonte: Veja On-Line -> www.veja.com.br

0 comentários! Clique aqui e comente!:

Publicar um comentário